quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Tratamento naturopático para gota e ácido úrico

A primeira descrição clássica de gota no Ocidente foi em 1683, feita por Sydenham, médico inglês que sofria desse mal. Doença inflamatória muito dolorosa, pertencente à família do reumatismo. Em geral, afeta primeiro as articulações dos membros inferiores e depois as dos membros superiores, ocasionando avermelhamento, calor e inchação local. As primeiras crises manifestam-se à noite, precedidas pela ingestão excessiva de alimentos ricos em purina (proteína) e em ácido úrico, como também pela ingestão de bebidas alcoólicas e devido ao uso de certos medicamentos alopáticos (diuréticos), a trauma e à cirurgia. Caracteriza-se por uma dor articular aguda, normalmente unilateral, que pode acentuar-se no período da madrugada até o amanhecer, ou durante a realização de um esforço físico. A crise dura de 4 a 7 dias, podendo prolongar-se além desse tempo; se for muito intensa, o seu agravamento pode ocasionar febre baixa e calafrios.
Relacionada a fatores hereditários – em alguns casos, doença familiar –, alimentares e individuais, a gota é ocasionada pela elevação da concentração de ácido úrico (produto final do metabolismo das purinas orgânicas e alimentares) e derivados (uratos) no sangue e pelo seu depósito nas articulações e ao seu redor, na forma de cristais de monourato de sódio, que originam grumos inflamatórios, o que favorece o desenvolvimento da artrite gotosa. A gonartrose (artrose do joelho) é um bom exemplo desse problema.
O fato de uma pessoa apresentar níveis elevados de ácido úrico no sangue não implica que a mesma seja portadora de gota. No sangue, o ácido úrico se interage com o sódio, dando origem ao urato sódico. Os cristais de monourato de sódio podem depositar-se na membrana sinovial (fina membrana que umedece, nutre e forra o interior das cápsulas das articulações móveis), nas cartilagens, nas articulações, nas estruturas periarticulares, nos ossos, nos tecidos subcutâneos, nos tendões, nos rins e em outros tecidos do corpo, causando inflamações e danos.
Entre as doenças crônicas e as metabólicas, a gota é uma das mais controláveis, porém podem ocorrer crises esporádicas com intervalos agudos variáveis e imprevisíveis, principalmente, quando o problema não é tratado de forma adequada e efetiva. Crises muito freqüentes podem vir a causar lesões e alterações nos ossos e nas cartilagens das articulações.
A concentração normal de ácido úrico no sangue é de até 7,0 mg/100 ml. Diariamente, cerca de 200 a 600 mg de ácido úrico são excretados na urina de um adulto. Isso corresponde a 2/3 da quantidade produzida pelo organismo, sendo o restante excretado na bile e no trato gastrintestinal. Quase todo ácido úrico no sangue é filtrado pelos rins (apenas uma pequena quantidade ligada à proteína não é filtrada), mas 80% são reabsorvidos após a filtragem.
Cada país tem suas peculiaridades; dependendo, portanto, disso, até 18% da população poderão apresentar ácido úrico acima do limite citado. Mas somente cerca de 20% das pessoas com excesso de ácido úrico no sangue (hiperuricemia) desenvolverão a gota.

Gota é mais comum no homem

A gota é uma doença mais freqüente no sexo masculino (95% dos casos), em geral manifesta-se entre os 30 e 50 anos. As mulheres tornam-se mais propensas a sofrerem desse mal durante a menopausa. É raro o diagnóstico em homens e mulheres jovens. Existe um ditado popular bem humorado: “Antes dos 50 é gostoso, depois, é gotoso”.
Uma pessoa pode conviver com ácido úrico elevado durante 20 a 30 anos sem que apareçam os primeiros sintomas de gota.
Alterações dos níveis de ácido úrico no sangue podem causar: cálculo renal (sua incidência encontra-se aumentada em pacientes com gota primária que excretem mais de 700 mg/dia de ácido úrico), gota, artrite úrica, insuficiência renal aguda e/ou crônica (cerca 90% dos portadores de gota sofrem de certo grau de disfunção renal), hipertensão arterial etc.
A gota e a hiperuricemia (aumento acima do normal de ácido úrico no sangue) encontram-se associadas a certas doenças subjacentes: obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, nefropatia, hipertiroidismo, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e arteriosclerose.
Na maioria das vezes, a gota manifesta-se numa crise aguda de artrite; é muito comum a 1ª articulação do dedo grande do pé ser afetada (cerca de 50% dos casos), posteriormente, o tornozelo, o calcanhar e o dorso do pé. A região afetada torna-se tão sensível que qualquer pressão, mesmo a do vestuário e as das roupas de cama, pode tornar-se insuportável. Após a fase aguda, o paciente pode ficar assintomático durante semanas, meses ou até anos.
O surgimento de “tofos” – saliências ou depósitos sob a pele de cristais de uratos (matéria branca) nas articulações, orelhas e cotovelos, pés e mãos – é sinal de gota. A ocorrência disso indica que a doença gotosa não foi tratada devidamente. A região afetada pelo tofo fica edemaciada pela irritação da membrana sinovial e dos tecidos subcutâneos adjacentes. Na ausência de tofos, o diagnóstico da gota pode ser feito por meio de exame de sangue (dosagem de ácido úrico) e radiológico (raio X).
A etiologia (causa) mais freqüente é a ausência congênita de um mecanismo enzimático responsável pela excreção de ácido úrico pelos rins. Assim, como há uma deficiência em sua eliminação, a concentração de ácido úrico no sangue aumenta. Uma outra causa, menos comum, é um defeito enzimático que ocasiona um excesso de produção de ácido úrico. No último caso, os rins, mesmo funcionando adequadamente, não conseguem eliminar todo o excesso de ácido úrico que se acumula no sangue.
A concentração de ácido úrico pode ser determinada mediante o exame clínico de urina, colhida num período de 24 horas. Confirmada a hiperuricemia, devem-se investigar outras etiologias menos comuns, como a policitemia vera (aumento anormal de glóbulos vermelhos no sangue) e a psoríase.
Alguns medicamentos alopáticos podem diminuir a excreção de ácido úrico pelos rins: diuréticos, ácido acetil-salicílico (aspirina), etc.
A crise de gota pode reaparecer por falta de medidas controladoras e preventivas, pela ingestão de alimentos ricos em purina e ácido úrico e a de bebidas alcoólicas, que muito contribui para aumentar significativamente os níveis de ácido úrico no sangue e reduzir a sua excreção, como para aumentar a produção de lactato (substância resultante da oxidação do etanol), o que sobrecarrega e prejudica a função renal. O álcool é um fator precipitante das crises agudas de gota, e a eliminação de seu consumo torna-se necessária. É preciso adotar-se uma dieta saudável, mais alcalina e vegetariana para se evitar a concentração de compostos ácidos, pois esses contribuem para agravar a gota.

Terapêutica

Sob orientação, acompanhamento e prescrição terapêuticas, o tratamento naturopático envolve:
(1). Repouso – das regiões afetadas, durante a fase aguda, até sua normalização.

(2). Medidas dietéticas – O consumo abundante e regular de água, além de hidratar o organismo, torna a urina mais diluída, o que favorece a excreção de ácido úrico e reduz o risco de formação de cálculos renais. Devem ser evitados: carboidratos refinados (açúcares e amidos); frituras e gorduras saturadas; carnes em geral (bovina, suína, peixes e aves); miúdos (fígado, coração, língua e rins); frutos do mar e peixes pequenos (sardinhas, arenque, anchova, mexilhão, cavalinha, camarão e ovas de peixes); queijos; ovos; chocolate; leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha, lentilha, grãos integrais; tomate com sementes; caldos e ensopados (o ácido úrico é muito hidrossolúvel, quando qualquer tipo de carne é cozido em água, ele se dilui); levedura (levedura de cerveja e do pão); café e chá; alimentos com níveis moderados de proteínas: espinafre, aspargo e cogumelo.

(3). Remédios botânicos – devem ser prescritos de acordo com os sintomas e sinais de cada paciente – Harpagophytum procumbens (Unha-do-diabo): antiinflamatório e analgésico, amplamente utilizado no combate da artrite, gota e reumatismo, reduz o ácido úrico; Echinodorus macrophyllus (Chapéu-de-couro): antiinflamatório, depurativo do sangue, diurético, auxilia no combate da artrite, do reumatismo, das afecções renais e das vias urinárias; Bowdichia virgilioides (Batata-de-sucupira): depurativo do sangue, antigotoso e anti-reumático; Banisteria argyrophilla (Cipó prata): antiinflamatório, diurético, indicado no combate das afecções renais e do ácido úrico; Leonotis nepetaefolia (Cordão-de-frade): tônico, combate dores artríticas e auxilia na eliminação do ácido úrico; Smilax japecanga (Japecanga): anti-reumático, depurativo e diurético; Barosma betulina (Buchu): diurético, combate excesso de ácido úrico, anti-séptico, tônico renal e antilítico (dissolve cálculos renais); Uncaria tomentosa (Unha-de-gato): antiinflamatório, combate artrite reumatóide, melhora as defesas imunológicas, antialérgico e cicatrizante.

(4). Suplementação nutricional – devem ser evitadas altas doses acima de 50 mg/dia de niacina e excessos de Vitamina A, que podem agravar as crises de gota. Devem ser indicados: Ácido fólico (inibe a xantina oxidase, necessária à síntese de ácido úrico); Ácido pantotênico; Betacaroteno; Vitamina C (aumenta a excreção de ácido úrico pelos rins; evitarem-se megadoses); Vitamina E; Zinco (apresenta ação antiinflamatória); Sulfato de Glucosamina (apresenta propriedades benéficas às articulações); Coenzima Q10; Complexo B; Ômega-6 (poderoso antiinflamatório natural do organismo); Quercetina (bioflavonóide indicado no combate da gota, inibe a xantina oxidase e protege as estruturas articulares); Bromelaína (enzima proteolítica com intenso poder antiinflamatório; acretita-se que ela amplie a absorção da quercetina e de outros suplementos e remédios).

(5). Obtenção do peso corporal ideal – 40% das pessoas que apresentam ácido úrico elevado e encontram-se acima do peso ideal só conseguem obter uma redução substancial do ácido úrico com o emagrecimento.

(6) Eliminação dos fatores precipitantes: bebidas alcoólicas, alimentos ricos em purina e ácido úrico e desidratação.

(7). Acupuntura Tradicional Chinesa – para o combate à dor (por meio liberação de endorfinas), do inchaço e da inflamação; para a melhoria da circulação sangüínea e do Tchi (bioenergia) e a promoção do relaxamento muscular.

(8). Massagens Terapêuticas – com óleos vegetais medicamentados, com propriedades diuréticas, depurativas, antiinflamatórias, anti-reumáticas, que auxiliem na eliminação do ácido úrico e toxinas.

domingo, 19 de outubro de 2008

O que devo fazer em caso de Crise Aguda de Gota ?

Nunca iniciar alopurinol na crise! Se já está usando, manter na mesma dose.

Colchicina 0,5 ou 1mg de hora em hora até a crise aliviar era o tratamento ideal até que surgissem novos antiinflamatórios não-esteróides (AINES) potentes e com menos para-efeitos, principalmente quando usados por prazo curto.

O esquema da colchicina foi abandonado devido à intensa diarréia que provoca, devendo ser usado somente nos raríssimos pacientes que têm contra-indicação absoluta a qualquer AINE, mesmo os recentes que são muito seguros.

A melhor combinação de medicamentos é colchicina via oral 3 a 4 vezes ao dia e um AINE intramuscular ou endovenoso. Quando a dor diminuir, passar para via oral. A associação de analgésicos potentes é útil, se ainda persiste dor.

O esvaziamento de uma articulação repleta de líquido inflamatório por punção com agulha produz grande alívio. Injeção intra-articular de corticóide está indicada quando há contra-indicação aos esquemas clássicos.

Colchicina inibe a chegada de leucócitos aonde estão os cristais. Não diminue o ácido úrico. Isto se consegue com dieta e alopurinol (Zyloric).

Somente iniciar alopurinol após desaparecimento da inflamação. O modo de introdução deve ser lento. Usar 100 mg por dia 10 a 20 dias e depois 200 mg por dia. Em 4 a 6 semanas, dosar novamente o ácido úrico. Se estiver acima de 6mg% é melhor passar para 300 mg de alopurinol.
A gota é uma forma muito dolorosa de artrite. Normalmente, o inchaço do dedão do pé é o primeiro sintoma de gota. O dedo é geralmente vermelho e inchado. A dor aparece de repente e, geralmente, à noite. Este ataque pode despertar a pessoa quando ele está dormindo. Sintomas de gota nos pés A gota pode causar dor, inchaço, vermelhidão, calor e rigidez na articulação afetada. A dor pode ser definida como uma sensação de pressão ou de lacrimejamento e pulsação. A pessoa tem dificuldade para se levantar, tem uma sensação de frio e não tolera nenhum tipo de tecido por cima. Também pode haver nódulos sob a pele ou o aparecimento de pedras nos rins (pedras) devido aos cristais de ácido úrico nos rins. Quanto tempo dura a crise da gota A crise aguda da gota dura aproximadamente 3 a 10 dias. Pode ser que o próximo ataque ocorra meses ou até anos depois. Em geral, os primeiros ataques melhoram dentro de um período de 3 a 10 dias, independentemente de o tratamento ter sido iniciado ou não. Articulações afetadas pela gota Geralmente, durante as primeiras crises, o paciente apresenta dor em apenas uma articulação. Mas depois, outras articulações podem ser afetadas. Além do dedão do pé, a gota também pode afetar o arco do pé, tornozelos, calcanhares e joelhos. Você também pode atacar bonecas, dedos e cotovelos. A articulação afetada apresenta os mesmos sintomas descritos no caso de dor no dedão do pé. Sintomas de gota Alguns dos sintomas gerais são fadiga, febre e calafrios. Os sintomas inflamatórios incluem vermelhidão do dedão do pé, sensação de queimação e edema ou inchaço notório. O quadril e a coluna não são afetados ou apresentam sintomas.
Diagnóstico de gota É possível determinar um diagnóstico clínico se o paciente apresentar crises recorrentes e também hiperuricemia. Este diagnóstico clínico deve ser confirmada pela presença de cristais de ácido úrico micro no fluido sinovial da articulação afectada ou a presença de tofos (critales ácido úrico no tecido subcutâneo). O EULAR indica que a presença, no período entre as crises, de micro cristais de ácido úrico nas articulações que não apresentam sintomas poderia confirmar o diagnóstico de gota. É necessário ter em mente que o paciente pode apresentar um quadro de gota e artrite séptica ao mesmo tempo. Nestes casos, o EULAR recomenda fazer uma coloração de Gram e culturas. Esses testes devem ser feitos mesmo se os cristais de ácido úrico já tiverem sido identificados. Da mesma forma, também é válido procurar a presença de cristais de ácido úrico no caso de artrite inflamatória. De acordo com as recomendações do EULAR, é necessário interpretar os resultados dos exames de sangue, pois um alto nível de ácido úrico nem sempre indica um caso de gota. Da mesma forma, um nível normal de ácido úrico nem sempre descarta essa doença. Finalmente, no caso de pacientes com parentes que sofreram de gota desde muito cedo ou de pacientes que sofreram uma crise de gota antes dos 25 anos, é necessário: Realize urinálise para medir a quantidade de ácido úrico removida pelo fígado. Descartar uma pedra nos rins ..
Tratamentos de gota As principais recomendações do EULAR para o tratamento da gota são as seguintes: Esta organização recomenda tratamentos farmacológicos e não farmacológicos adaptados aos fatores de risco (idade, sexo, obesidade ...) e à fase clínica (gota aguda, recorrente, etc ...). O paciente deve respeitar certas medidas higiênico-dietéticas (perder peso em caso de obesidade, diminuir o consumo de álcool). Geralmente, o tratamento inicia-se com colchicina consumo gota (3x0,5 mg / jdía são suficientes, uma dosagem mais elevada pode causar efeitos secundários) ou antiinflamatórios não esteróides (AINEs). No caso de uma crise aguda, duas medidas podem ser tomadas que são bastante eficazes e toleráveis ​​para o paciente: punção articular e injeção de corticosteróides a longo prazo. Um tratamento hypouricemic (Alopruinol, por exemplo) é indicada em casos de recorrente casos artropatias ou desenvolvimento de tofos ou sinais de queda na crise exames de raios-x. O objectivo deste tratamento consiste em reduzir os níveis de ácido úrico para promover a dissolução dos cristais ou impedir a sua aparência que é possível se a um nível mais baixo de ácido úrico é mantido a 360 micromol / ml ou 60 mg / L. O probenecide ou o sulfinpirazona podem ser usados ​​como tratamento alternativo ao tratamento com alopurinol em pacientes com função renal normal. Em contraste, esses medicamentos NÃO são indicados para pacientes com litíase renal.

Como surge a Gota ?

O mecanismo produtor da doença mais freqüente é a ausência congênita de um mecanismo enzimático que excreta ácido úrico pelos rins. Não havendo eliminação adequada, aumenta a concentração no sangue
Outro defeito enzimático, bem menos comum, produz excesso de ácido úrico. Os rins, mesmo normais, não conseguem eliminar a carga exagerada de ácido úrico e este acumula-se no sangue
Quando há hiperprodução há hiperexcreção renal de ácido úrico. Pode ser detectada medindo-se o ácido úrico em urina de 24 horas. Confirmando-se hiperexcreção, deve-se procurar outras causas menos comuns de hiperexcreção como policitemia vera (excesso de glóbulos vermelhos) e psoríase. Cabe ao médico orientar exames nesse sentido
Alguns medicamentos diminuem a excreção renal do ácido úrico. Exemplos freqüentes são diuréticos e ácido acetil salicílico em dose baixa. Se esses não devem ser retirados é preferível mantê-los e tratar a gota. Quando a causa da hiperuricemia não é enzimática fala-se em gota secundária.